Café com leite

Café com leite

Boa parte da sociedade já chegou à conclusão que esse tal Pr. Marco Feliciano, na Comissão de Direitos Humanos da Câmara ou não, interfere muito pouco no cotidiano.
É o comportamento normal da maioria, principalmente a maioria tupiniquim, que xinga políticos o dia inteiro e acha bonito repetir que vota em qualquer um porque não entende nada de política.
Luís Fernando Veríssimo escreveu que o despertar do interesse das pessoas para um determinado tema está diretamente ligado à influência desse tema no sabor do seu “café com leite”. Tudo aquilo que não altera o equilíbrio do café com leite de todo dia, não deve ser colocado em pauta para discussão.
Eu estava tentando evitar discutir o assunto, tentando de todas as formas proteger minha xícara, mas o absurdo deste tema está indo longe demais, tão longe que o café com leite de muita gente está vivendo um tsunami. Pois bem.
Desde já, quero deixar meu respeito aos pires que se mantiveram, até aqui, inabalados e aos que fazem parte da torcida “muda de assunto logo”. Mas quero fazer minha parte.
O absurdo de ter Marco Feliciano na presidência da referida Comissão é pequeno se comparado aos argumentos usados para sua permanência.
Sua chegada até o cargo foi uma vitória contra Satanás e sua resistência afronta diretamente a vontade do chifrudo.
Satanás (aquele sujeito que na visão de Feliciano jogou uma maldição no povo africano) deve realmente estar preocupado com a perseguição que lhe foi declarada.
Recentemente, o tinhoso, já foi acusado de presidir, até então, a Comissão de Direitos Humanos, vive na cabeça e nos quadris dos gays, além de ter moradia eterna na alma dos negros. Mas moradia não falta ao coisa ruim, ele ocupa a mente de muita gente, inclusive de quem escreve contra os pastores da foto, sob pretexto de sentir um gosto amargo no café e um azedume no leite.
Silas MALAfaia publicou artigo hoje na imprensa em defesa de Feliciano. Este parágrafo morre aqui.
O nível de preconceito e de intolerância religiosa demonstrada por estes senhores em destaque, deve nos relembrar que não existe história de sucesso no envolvimento de Estado e Religião.
Você pode amar ou odiar o Estado e a Religião, mas para o bem do Brasil e, principalmente do nosso café com leite, é muito importante que essas coisas andem separadas.
Democracia, sim. Preconceito, NÃO!
Fora FELICIANO!

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