AYLAN

AYLAN

Tem uma criança na praia.

Não está brincando,

não está correndo,

está estranhamente parada.

Não vejo areia voando,

não vejo onda chutada.

Vejo a felicidade ausente

e a esperança muda, calada.
Tem uma criança na praia,

mas não tem bola,

não tem castelinho,

não tem pai,

não tem mãe,

o absurdo grita sozinho.
Hoje não tem alegria na frente do mar.

Desculpa, Aylan,

o senhor da guerra não sabe brincar de enterrar.

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